Elite da Farias Lima passa a tratar Lula como favorito nas eleições contra Flávio Bolsonaro

Segundo Lauro Jardim, de O Globo, o episódio como “a novela mexicana encenada por Flávio e sua madrasta” ampliou o desgaste
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Executivos do topo da Faria Lima passaram a tratar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como favorito para vencer a eleição de outubro, segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicada neste domingo (28).

A mudança de leitura ocorre após pesquisas recentes e o desgaste do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo o colunista.

A coluna afirma que “falta muito chão ainda” e que a campanha ainda pode ter viradas, mas aponta que a combinação entre os levantamentos eleitorais e o “mais recente tropeço de Flávio Bolsonaro” alterou o humor de parte do mercado financeiro.

Lauro Jardim descreveu o episódio como “a novela mexicana encenada por ele e sua madrasta”.

O movimento também atingiu a expectativa em torno de alternativas ao petista. A esperança de uma arrancada de um nome de terceira via, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), perdeu força entre esses executivos, de acordo com a publicação.

O entusiasmo com uma eventual candidatura de Flávio também arrefeceu no mesmo grupo. A avaliação relatada pela coluna indica que o desgaste político do senador reduziu a confiança de parte da elite financeira em uma reação capaz de mudar o quadro apontado pelas pesquisas.

Com a nova leitura, esses executivos passaram a buscar informações sobre como seria um quarto mandato de Lula. Segundo Lauro Jardim, o movimento ocorre “ainda que muito contrariados”, o que indica resistência ao petista mesmo diante da avaliação de favoritismo.

A principal dúvida do grupo envolve os nomes que Lula escolheria para postos-chave em um novo governo. A coluna não cita cargos nem possíveis indicados, mas registra que a composição de uma eventual equipe entrou no radar de quem antes apostava em outros cenários eleitorais.

A mudança de postura da Faria Lima não representa adesão política a Lula, e sim uma adaptação ao quadro percebido por esses executivos. A publicação relata que a prioridade passou a ser entender o desenho de um possível novo mandato diante do enfraquecimento das apostas alternativas.

Com DCM

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