Em vídeo no X, Eduardo Bolsonaro ataca eleições no Brasil e sugere intervenção e Trump

Filho 03 de Jair Bolsonaro se manifestou, sentindo a possibilidade real e derrota o irmão Flávio Bolsonaro

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro voltou a lançar suspeitas sobre a lisura do sistema eleitoral brasileiro ao reproduzir, nesta quinta-feira, a narrativa apresentada horas antes pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um discurso cheio de fake news na Casa Branca.

Ele está desenhando a estratégia para contestar uma provável derrota de Flávio Bolsonaro no pleito vindouro.

Eduardo, que fugiu para os EUA e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 4 anos e 2 meses de reclusão por coação no curso do processo, em razão de sua atuação para tentar interferir no julgamento da ação sobre a tentativa de golpe de Estado, utilizou o discurso de Trump para insinuar que as eleições brasileiras são fraudadas.

Em pronunciamento em horário nobre, Trump afirmou que documentos da CIA mostrariam que os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro tentaram manipular eleições por meio de sistemas eletrônicos de votação. No entanto, o próprio relatório citado pelo presidente americano afirma que não há provas e conclui que não existem evidências de que a Venezuela ou a empresa Smartmatic tivessem capacidade de alterar resultados eleitorais nos Estados Unidos.

O deputado voltou a citar a Smartmatic, lembrando que a empresa foi fundada por venezuelanos e que treinou funcionários envolvidos na operação das eleições brasileiras de 2014. A partir daí, retomou antigas alegações sobre a disputa entre Dilma Rousseff e Aécio Neves e repetiu a tese de que as urnas eletrônicas brasileiras seriam uma “caixa-preta” e impossíveis de auditar.

Eduardo também voltou a atacar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que as auditorias realizadas após as eleições de 2014 e 2022 não teriam conseguido verificar adequadamente o sistema e mencionou a invasão de sistemas administrativos do tribunal em 2018 como argumento para sustentar suspeitas sobre a segurança do processo eleitoral.

Ao final da publicação, fez uma associação direta entre o caso venezuelano e o Brasil e, indiretamente, sugere que Donald Trump faça no Brasil a mesma intervenção que foi feita na Venezuela.

“Então pergunto: ontem foi a vez de desmascarar a Venezuela de Maduro, mas alguém ficaria surpreso se algo semelhante fosse anunciado sobre o Brasil?” – Sugeriu o filho 03 de Jair Bolsonaro.

Com DCM

 

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