
Segundo a colunista Thaís Oyama, da Jovem Pan, nem mesmo os militares do Palácio que apoiavam a permanência de Luiz Henrique Mandetta gostaram da entrevista do ministro da Saúde, no Fantástico, da Rede Globo, nesse domingo (12).
A cúpula mais próxima ao ministro achou que ele foi acima do tom e desrespeitou algo muito importante para a categoria: a hierarquia. O entendimento é de que Mandetta não poderia ter desafiado o presidente em público.
Além disso, segundo a colunista, isso não foi o que estaria acordado entre as partes – Jair Bolsonaro estava pronto para exonerar seu ministro, mas os militares acabaram intervindo e não houve mudanças na pasta. Esta interferência, agora, pode ter sido jogada no lixo.
Mandetta, que na semana passada afirmou que chegou a limpar suas gavetas no ministério, talvez tenha que fazer isso novamente, pois agora nem o ministro chefe da Casa Civil, general Braga Netto, e o ministro da Secretaria de Governo, general Ramos, seus aliados, parecem enxergar clima na situação.
O argumento dos generais era de que seria possível achar “denominadores comuns” entre as posições do presidente e do ministro. Mas entrevista de ontem deixou claro: não há nada em comum entre eles dois.














