Escândalo em SP: Coronel preso acusado de matar a esposa foi aposentado com salário integral

Governo de São Paulo fez processo tramitar em tempo recorde jamais visto na história do Estado, para beneficiar um acusado de crime bárbaro

O escândalo no governo de Tarcísio Freitas, em São Paulo. Em tempo recorde, a Polícia Militar encaminhou para o governo e foi aprovada a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso acusado de ter matado a própria esposa, também militar, e divulgado o caso como se fosse a prática de suicídio.

A aposentadoria do coronel está causando revolta entre militares e parte do povo paulista. Segundo o portal Leodias.com, o que mais chama a atenção na publicação do Diário Oficial, nesta quinta-feira (2/4), não é apenas a manutenção de todos os privilégios financeiros, mas a velocidade com que o governo se mobilizou para aprovar o benefício.

A proteção da corporação ao oficial preso por assassinato da esposa, Gisele Alves Santana, é tida como escandalosa porque ignora completamente a gravidade da situação, que envolve um crime brutal.

A concessão da aposentadoria com salário integral tramitou a jato e foi concluída em tempo recorde, destoando completamente do cenário da conhecida lentidão burocrática do Estado com as aposentadorias solicitadas em condições legais.

A prisão

O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, foi preso na manhã de quarta-feira, 18 de março, no interior de São Paulo, após ser apontado como suspeito de matar a própria esposa, também integrante da corporação, a policial militar Gisele Alves Santana. Ela foi encontrada morta com um tiro na parte de trás da cabeça em sua própria casa.

Após as investigações, a polícia descartou o suicídio declarado pelo marido. Com respaldo do Ministério Público e da Corregedoria da PM, e autorizada pela Justiça Militar, a Polícia Técnico-Científica apresentou os laudos que trouxeram elementos decisivos para a prisão do coronel.

 

 

 

 

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