Após pedido do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), o ex-prefeito de Campo Grande, Miguel Higino, foi preso nesta quarta-feira (17), em um posto de combustíveis de Arapiraca, por policiais do 3° BPM.

Este foi um cumprimento ao mandado expedido pela juíza Renata Malafaia Vianna. Ele é acusado de desviar milhões dos cofres públicos na gestão 2013/2016. Pra completar, ele estava sob efeito de bebida alcoólica ao volante.
O tio dele, Arnaldo Higino, atual prefeito da cidade, teve a prisão decretada ontem e já foi flagrado em vídeo recebendo propinas. Miguel utilizava da mesma prática criminosa: ambos são acusados de usurpar verba pública, utilizando um esquema de notas “esquentadas” por empresários sem que houvesse o fornecimento real das mercadorias.
O lucro para ambos sempre foi de 90%, enquanto os empresários rateavam os 10% restantes. O tio está solto, mas o Ministério Público o quer de volta para cadeia.

Eles tinham empresários certos que emitiam notas de diversos serviços, responsáveis exclusivamente por isso, para justificarem o desvio. No entanto, nenhuma mercadoria, nem mesmo material hospitalar , era entregue.
Segundo o promotor de Justiça, Kleber Valadares, no final do mandato, o ex-prefeito Miguel Higino teria usado o esquema com valores altos, acima de cem mil reais, em cada transação, o que o levaram a ser afastado pela Justiça, em outubro de 2013.
Além de praticar uma série de crimes, ele ainda deu orientações ao comparsa para evitar a prisão, como trocar o chip do celular ou fugir da cidade, como provaria um áudio anexado ao inquérito na Promotoria de Girau do Ponciano
Na próxima semana, o Ministério Público formaliza a denúncia contra Miguel Higino.














