
O governo de Donald Trump estuda aplicar novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de acordo com reportagem do jornal britânico Financial Times publicada neste domingo (16).
A medida, que poderia ser anunciada nos próximos dias, seria baseada na decisão de Moraes de autorizar a quebra de sigilo das comunicações do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no Maranhão.
Em 2025, Moraes já havia sido alvo de sanções financeiras pela Lei Magnitsky, sob alegação de supostas violações à liberdade de expressão e “caça às bruxas” contra bolsonaristas.
As medidas foram retiradas no final daquele ano, após uma aproximação comercial entre os governos Lula e Trump. Agora, Washington avalia reimpor as sanções, com o argumento de que o ministro seria um “inimigo” da liberdade de imprensa.
Fontes ouvidas pelo FT afirmam que o caso do Maranhão é o “mais recente” de um “padrão consistente de abuso” atribuído a Moraes. O gesto é visto como um sinal de escalada da ingerência dos EUA na eleição presidencial brasileira, com o Planalto e o Itamaraty considerando que a intromissão para favorecer Flávio Bolsonaro (PL) já é uma realidade. Se aplicadas, as sanções representariam mais um teste para a tensa relação entre os dois governos.














