Flávio Bolsonaro lidera corrida… para ver quem ninguém quer vencer

A política brasileira ganhou mais um campeonato improvável nesta semana: o da rejeição. Segundo a pesquisa BTG/Nexus, o senador Flávio Bolsonaro aparece com 50% de eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum para presidente da República.

A boa notícia, se é que existe, é que ele não ficou em primeiro lugar. O troféu dourado da rejeição segue nas mãos de Aécio Neves, com 61%, deixando Flávio na honrosa medalha de prata do “nem pensar”.

A oscilação de um ponto percentual em relação ao levantamento anterior sequer permite comemoração. Está dentro da margem de erro, o equivalente estatístico a marcar um gol impedido e pedir música no Fantástico.

Enquanto isso, Lula registra rejeição menor, de 46%, e ainda concentra um contingente expressivo de eleitores que afirmam votar exclusivamente nele, mostrando que, goste-se ou não do presidente, há quem ainda faça fila na urna.

O levantamento também revela um eleitorado cada vez mais interessado em procurar uma terceira via, um quarto caminho ou qualquer estrada que não tenha placas apontando para os velhos protagonistas.

No caso de Flávio Bolsonaro, o sobrenome continua famoso, mas a pesquisa sugere que fama e intenção de voto não são exatamente sinônimos. Afinal, ser conhecido por todos não significa ser desejado por muitos.

No ritmo atual, a maior disputa do senador talvez não seja pela Presidência, mas para escapar do pódio da rejeição nas próximas pesquisas.

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