
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) citou o Banco Master em seu depoimento nesta terça-feira (7) na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, sobre as tarifas impostas a produtos brasileiros. Ele participou do evento para pedir o cancelamento da medida, mas omitiu qualquer relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Em quatro minutos e 50 segundos de discurso em inglês, Flávio afirmou que “o Brasil terá eleições presidenciais, o cenário político vai estar diferente em 90 dias” e que, por isso, o governo Trump não deveria tarifar os produtos brasileiros em 25%. “Seria o pior momento possível para agir”, disse. O senador argumentou que as tarifas de 50% impostas no ano passado “não produziram os efeitos pretendidos” e foram “politicamente exploradas” pelo governo Lula.
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Sem questionar as acusações dos EUA sobre desmatamento ou práticas desleais de comércio, Flávio concentrou-se em três pontos: “censura”, “corrupção” e “Pix”. Ele afirmou que decisões de um ministro do STF e do governo Lula violaram interesses econômicos e de liberdade de expressão dos norte-americanos ao censurar plataformas digitais. “Uma tarifa de 25% penalizaria todo o povo brasileiro, exceto aqueles responsáveis por essas decisões”, declarou.
Ao citar corrupção, o senador disse que essa “é uma chaga” enfrentada pela sociedade e que “o povo brasileiro não deveria ser punido por isso”. Ele mencionou os casos do Mensalão, da Lava Jato, da fraude do INSS e do Banco Master como exemplos ocorridos sob governos do PT, sem citar suas relações com Vorcaro. Sobre o Pix, afirmou que o sistema foi criado sob o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, e defendeu que “expandiu a inclusão financeira” e é “complementar” às empresas de cartão.
Após a intervenção, em resposta a uma pergunta, Flávio disse: “vocês têm a chance de ter um presidente não antiamericano como o atual”. Na saída, questionado se desejava adiamento ou cancelamento das tarifas, respondeu: “Cancelamento. Só quem quer tarifa é o Lula”. A campanha do senador reduziu sua exposição nos EUA, com entrada pela garagem do prédio e ausência de entrevista coletiva. O irmão Eduardo Bolsonaro acompanhou a audiência.














