25 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Brasil

Governo ainda não tem um mapa de votação para Previdência

Informação anterior, do ministro da Economia, Paulo Guedes, era de que faltariam apenas 48 votos para aprovar a PEC na Câmara

Não há um “mapa de votos” em relação à reforma da Previdência, apenas otimismo. É o que afirmou a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). “Não dá para sair cravando não, mas vamos conseguir”, em rápida entrevista na saída do Palácio do Planalto.

Paulo Guedes e Joice Hasselmann

A informação anterior, do ministro da Economia, Paulo Guedes, era de que faltariam apenas 48 votos para aprovar a PEC na Câmara. 160 deputados já declararam publicamente apoio à mudança nas regras de aposentadoria e outros 100 já indicaram ao Palácio do Planalto que votarão a favor da reforma, segundo essa contabilidade.

Joice, no entanto, evita falar sobre número de apoios ao texto do governo porque a base está sendo construída. Mas ela afirma que não há qualquer decisão do governo em aceitar fazer alterações ao texto da PEC para aprovar a proposta.

A deputada destacou que o governo está conversando com partidos, lideranças partidárias e governadores em relação à PEC e que, segundo ela, as respostas dos parlamentares têm sido boas. Apesar disso, ela ressalvou que grupos sempre pontuam eventuais alterações a serem feitas nessas conversas.

Toma lá, dá cá

Sem avançar na base de apoio para aprovação da eforma da Previdência, o Palácio do Planalto decidiu agir como a velha política que tanto criticava: para agradar a deputados e senadores de primeiro mandato, estes vão receber repasses individuais que podem ficar perto de R$ 5 milhões.

O valor ainda não está fechado, mas a Casa Civil, do ministro Onyx Lorenzoni (DEM-RS) negocia a concessão deste bônus para os novatos, já que eles só terão direito às emendas parlamentares a partir de 2020.

Destinando recursos a seus redutos eleitorais para a conclusão de obras já em curso e também para ações e serviços em saúde e educação, 243 deputados no primeiro mandato, e 46 no Senado, a 5 milhões casa, seria um investimento de R$ 1,4 bilhão para conseguir votos para a reforma.