Governo Lula cria “portabilidade” para ajudar reduzir a conta de luz dos consumidores

A abertura do mercado pelo governo cria a possibilidade de negociar preços

O governo federal estabeleceu que novas regras do setor elétrico vão permitir que pequenos negócios e consumidores residenciais escolham de qual empresa comprar energia.

A abertura do mercado cria a possibilidade de negociar preços, mas não muda a concessionária responsável pela rede elétrica de cada cidade, segundo noticiou o g1.

Uma empresa de logística de São Bernardo do Campo, em São Paulo, reduziu em quase 30% uma conta mensal que chegava a R$ 37 mil depois de migrar para o mercado aberto há dois anos.

“Por mês, R$ 10 mil é uma economia gigantesca, R$ 120 mil por ano. Realmente o mercado livre vale muito a pena”, disse Milton Bigucci Junior, diretor técnico da construtora.

Desde 2024, grandes consumidores, como indústrias, shoppings e empresas de maior porte, podem deixar de comprar energia diretamente da distribuidora e negociar valores com comercializadoras. As próximas etapas estenderão essa possibilidade aos estabelecimentos menores e, depois, às residências.

As comercializadoras comprarão eletricidade das geradoras e oferecerão contratos aos consumidores. A contratação direta terá duração mínima de 12 meses, em um modelo de portabilidade semelhante ao adotado no mercado brasileiro de telefonia.

A redução da conta dependerá dos preços e das condições estabelecidas em cada contrato. “Quando você tem um mercado competitivo, existe a perspectiva de um barateamento da conta com a competição que espera-se que seja instalada”, explicou Gerusa Côrtes, diretora de operação de mercado da Câmara de Comercialização de Energia.

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