
A cerimônia do Grammy 2026 foi palco de uma conquista histórica para a música brasileira e de fortes críticas políticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à atuação da polícia de imigração (ICE).
Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram na categoria Melhor Álbum de Música Global pelo disco “Caetano e Bethânia Ao Vivo”, tornando Bethânia a primeira cantora brasileira a receber a premiação.
Enquanto os irmãos celebravam a vitória em um vídeo caseiro nas redes sociais, artistas no palco usaram seus discursos para protestar. O apresentador, o comediante Trevor Noah, fez várias menções a Trump, associando-o aos arquivos de Jeffrey Epstein. “Esse é um Grammy que todo artista quer quase tanto quanto Trump quer a Groenlândia. O que faz sentido, já que a ilha de Epstein não existe mais, ele precisa de uma outra para ficar passando tempo com Bill Clinton”, disse.
Trump reagiu em sua rede social, Truth Social, negando ter estado na ilha de Epstein e ameaçando processar Noah. “Parece que vou mandar meus advogados processar esse idiota patético e sem talento, e vou processá-lo por muito dinheiro”, escreveu o ex-presidente.
Outros artistas também se manifestaram. Bad Bunny, ao receber o prêmio de Melhor Álbum de Música Urbana, falou sobre a perseguição a imigrantes: “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Somos seres humanos e americanos”. Billie Eilish, vencedora de Melhor Canção do Ano, foi mais direta: “Ninguém é ilegal em terras roubadas. (…) E f**-se ICE é tudo o que quero dizer”.
O grande vencedor da noite foi Kendrick Lamar, que levou cinco estatuetas, incluindo as principais de Álbum do Ano e Gravação do Ano.














