
O candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), relatou nesta quarta-feira (12) uma abordagem da Polícia Militar que considerou fora do padrão na noite anterior, quando chegava em casa, na zona sul da capital. Segundo Haddad, os policiais jogaram luz em seu rosto sem conversar ou pedir documentos e, em seguida, perseguiram seu motorista de forma ostensiva por cerca de 40 minutos.
O advogado da campanha, Hélio Silveira, afirmou que o motorista parou em frente a um hotel para tentar entender o ocorrido e, ao conversar com os policiais, ouviu apenas “vaza daqui”. O funcionário relatou que a viatura chegou a encostar no para-choque do carro e que os agentes portavam fuzis. Haddad classificou o episódio como “desagradável” e disse que levará as informações ao governo de Tarcísio de Freitas, seu principal adversário, para apuração.
Em evento na OAB-SP, Haddad também divergiu da afirmação do presidente Lula de que “advogado criminalista não sabe defender inocente, só defende bandido”. Ele disse não concordar e afirmou que mantém válido seu registro na Ordem. Para segurança, Haddad propôs ampliar o uso de tecnologia, criar boletim de ocorrência por WhatsApp e cruzar dados hospitalares para prevenir feminicídios. A Secretaria de Segurança foi procurada, mas não comentou a abordagem.














