
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025, divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação, registrou avanços discretos em todas as etapas de ensino, mas o Brasil só superou a meta estabelecida nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano). O ensino médio segue como o nível mais desafiador, com nota geral de 4,5, ainda distante da meta de 5,2, e nenhuma rede estadual alcançou o objetivo.
Os dados mostram melhora de 2023 para 2025: nos anos iniciais, a média geral subiu de 6 para 6,3 (rede pública de 5,7 para 6,1); nos anos finais, de 5 para 5,3 (pública de 4,7 para 5); e no ensino médio, de 4,3 para 4,5 (pública de 4,1 para 4,3). A rede privada foi a única a superar a meta no ensino médio, com nota 5,8. O abismo entre escolas públicas e privadas permanece: diferença de 1,1 ponto no fundamental 1 (7,1 contra 6,1) e 1,4 ponto no fundamental 2 (6,4 contra 5,0).
Especialistas ouvidos pelo UOL avaliam que os dados indicam uma retomada dos patamares pré-pandemia, impulsionada não necessariamente por melhora consistente no aprendizado, mas também por altas taxas de aprovação.
O programa Pé de Meia, lançado em 2024, ainda não refletiu impacto no aprendizado, segundo o professor Fernando Cássio, da USP, que afirma que a política incentiva a permanência, mas não qualifica o ensino. O ministro Leonardo Barchini afirmou que a estratégia do governo para o próximo ciclo será reforçar os anos finais do fundamental e o ensino médio, com plano a ser apresentado em outubro.














