Inelegível, Eduardo Bolsonaro jura que vai concorrer como suplente de senador

Ex-deputado foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão e declarado inelegível por oito anos

Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que seguirá como pré-candidato a suplente de senador na chapa encabeçada por André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), mesmo após ser condenado pelo STF por coação no curso do processo. “Pretendo seguir como suplente na chapa encabeçada pelo pré-candidato André do Prado.

Acho que ele vai ser o senador mais votado de São Paulo”, disse ao SBT News. A segunda vaga de suplente ficará com Fernando Fiori de Godoy (ex-prefeito de Holambra). O PL deve lançar Prado como candidato majoritário na chapa liderada por Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão (regime semiaberto) e pagamento de 50 dias-multa (SS 162,1 mil), com inelegibilidade por oito anos e perda do cargo de escrivão da PF. Ele foi julgado por articular sanções dos EUA contra o Brasil (tarifaço, Lei Magnitsky contra Moraes e revogação de vistos de ministros do STF) para coagir o Judiciário e livrar o pai, Jair Bolsonaro, da condenação pela trama golpista.

Eduardo afirmou que é “natural” que o ministro Alexandre de Moraes seja novamente sancionado pela Lei Magnitsky:

“Os Estados Unidos aplicaram a Lei Magnitsky e depois ela foi suspensa por fatores políticos. Como o governo brasileiro não tem respeitado em nada aquilo que ele assumiu com os americanos, é quase que natural, em algum momento, que a Magnitsky retorne.”

Ele também comentou a pré-estreia de “Dark Horse” em Las Vegas (segunda-feira, 15), da qual participou: “O que mais gosto é a guerra cultural. Por exemplo, esse filme aqui vai ser um pesadelo para a esquerda. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial.”

Eduardo não comentou o financiamento da obra pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro (preso, investigado por fraude financeira), que enviou ao menos US$ 10,6 milhões ao projeto até maio de 2025. A DPU defendeu a anulação do processo, argumentando que a intimação por edital seria irregular. Eduardo vive nos EUA desde fevereiro de 2025 e não indicou advogados.

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