Investigações sobre estupro em Coité do Nóia revelam suposto esquema de R$ 305 milhões

Polícia Civil aponta pai do suspeito como líder de organização criminosa; operação apreendeu R$ 90 mil em espécie, veículos e eletrônicos

As investigações sobre o estupro e a tentativa de feminicídio contra Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos, em Coité do Nóia, levaram a Polícia Civil de Alagoas a identificar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crimes fiscais que movimentou R$ 305 milhões em quatro anos.

Segundo o delegado José Carlos, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), somente o pai do suspeito, Victor Bruno da Silva Santos, movimentou R$ 150 milhões no período. O jovem, de 18 anos, foi preso nesta sexta-feira (10).

A operação Filargiria, deflagrada para cumprir mandados contra o grupo, apreendeu R$ 90 mil em espécie, dois carros e dispositivos eletrônicos.

O pai de Victor Bruno é apontado como líder de uma organização composta por seis pessoas físicas e jurídicas, que usavam contas de laranjas para movimentar recursos de empresas com pagamento de impostos considerado irrisório. A ação mirou sete endereços e cinco alvos, incluindo o jovem, que estava foragido desde fevereiro de 2025.

O crime contra Maria Daniela ocorreu em 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização em uma chácara da família. A vítima foi dopada, espancada, estuprada e submetida a asfixia, resultando em traumatismo craniano grave e sequelas neurológicas que exigem acompanhamento especializado.

A Justiça acatou o pedido de prisão preventiva, mas o suspeito fugiu. As investigações financeiras foram iniciadas para identificar quem financiava a fuga. O delegado afirmou que o objetivo da operação foi “estancar e interromper essa lavagem de dinheiro” que mantinha Victor Bruno seguro e distante.

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