Irã afirma que Estreito de Ormuz continuará fechado até EUA aceitarem “todas” as suas condições

Guarda Revolucionária transformou a passagem em "palco de guerra" e exige fim de sanções, indenização e liberação de ativos congelados

O Estreito de Ormuz permanecerá bloqueado até que os Estados Unidos aceitem todas as condições impostas por Teerã, segundo a Guarda Revolucionária do Irã. Em declaração neste domingo (9), o grupo afirmou que a passagem deixou de ser apenas uma rota marítima para se tornar um “palco de guerra”. A reabertura do estreito, essencial para o comércio mundial de petróleo, tornou-se prioridade para o presidente americano Donald Trump.

A lista de exigências apresentada no sábado (8) inclui o fim da guerra contra o Irã e seus aliados, a suspensão do bloqueio a portos iranianos e uma indenização por danos causados pelo conflito. Teerã também condiciona a reabertura ao fim de todas as sanções econômicas e à liberação, sem condições, de ativos congelados no exterior. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã advertiu que, caso contrário, “o estreito permanecerá fechado”.

Embora negue negociações formais com Washington, o ministro das Relações Exteriores iraniano informou haver “troca de mensagens por meio de intermediários”. O Irã afirma dialogar apenas com Omã para definir um esquema de navegação na região. Teerã pretende impor taxas de serviço para o trânsito na passagem, proposta rejeitada pelos EUA.

Enquanto isso, Arábia Saudita, Paquistão e Turquia assinaram na sexta-feira (7) um pacto de defesa mútua em meio à escalada das tensões. Segundo o governo paquistanês, “qualquer ataque armado contra um dos três países será considerado uma agressão contra todos”.

O acordo foi firmado em Meca e, segundo a Presidência turca, não tem alvo específico, visando contribuir para a paz e estabilidade regional. O ministro das Relações Exteriores da Turquia declarou esperar que o Egito também se junte ao pacto.

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