23 de setembro de 2021Informação, independência e credibilidade
Expresso

Jeep Nossaterra: da ‘norma’ de última hora ao desrespeito ao cliente

Cliente é constrangido com “norma” de última hora e com falha da Jeep na transferência de propriedade

Jeep: da “norma” ao desrespeito no pós venda.

Há um ano um cliente pessoa jurídica foi à concessionária Jeep Nossaterra, na avenida Durval de Góes Monteiro, em Maceió, e comprou à vista um veículo zero quilômetro, dando como entrada um automóvel usado.

Agora, com 10 mil quilômetros rodados, a empresa proprietária do veículo o enviou para a primeira revisão. O atendimento inicial da recepcionista foi impecável. Serviço feito, o cliente é chamado à concessionária por que o carro estava revisado e, portanto, liberado.

Após a recepção foi encaminhado ao caixa para pagar pelos serviços. O cliente então sacou um cheque da mesma empresa que comprou o veículo. O funcionário se recusou a receber, alegando que a concessionária só trabalhava com dinheiro ou cartão de crédito, por que esta era “a norma” da empresa.

O cliente, constrangido, lavrou seu protesto, por que dentro do estabelecimento não havia nenhum aviso específico sobre “a norma” da concessionária de não aceitar cheque.

Assim, pagou integralmente o serviço com débito em conta da pessoa física que foi buscar o carro. Mas, ao cobrar a nota fiscal, deixou claro que o episódio desrespeitoso seria tornado público.

O funcionário não deu a mínima. E aí o cliente advertiu que era a segunda falta de respeito que sofria na mesma concessionária.

E historiou: -Esse carro foi comprado há 1 ano e justamente agora no mês de agosto de 2021 recebi em casa 2 multas de trânsito, em meu nome, referentes a infrações cometidas no veículo usado que foi dado como entrada nesta empresa. Só que as multas são referentes a setembro do ano passado, quando o carro já havia sido entregue, mais de um mês antes, na Jeep Nossaterra, que, por sua vez, falhou na transferência de propriedade.

O funcionário já com ares de gerente se apressou a dizer que a “Nossaterra” não era culpada e que a culpa poderia ser do Detran. Ou seja, a tradicional fuga da responsabilidade que deveria ter sempre uma empresa estabelecida no mercado.

Por orientação de um outro funcionário, o cliente foi à outra concessionária próxima procurar um gerente de carros usados para resolver o problema das multas, sobretudo da pontuação negativa que recebeu indevidamente em sua habilitação, devido as infrações consideradas gravíssimas cometidas sabe-se lá por quem.

Moral da história: a Jeep Nossaterra, além constranger o cliente com sua “norma” de última hora, ainda deve achar que o consumidor é idiota. O episódio ocorreu no meio da tarde desta quinta-feira, 02 de setembro.

Em tempo: o cliente ainda aguarda a nota fiscal do serviço contratado e pago no ato.