
O candidato Romeu Zema (Novo) teve um desempenho marcado por tensão e respostas evasivas na sabatina do Jornal Nacional nesta segunda-feira (24), abrindo a série de entrevistas com os presidenciáveis. Ele foi pressionado logo na primeira pergunta sobre o crescimento da dívida pública de Minas Gerais, que dobrou sob sua gestão. Ao tentar atribuir o aumento a fatores externos, foi interrompido repetidamente por Renata Vasconcellos e César Tralli, que exigiram respostas diretas com dados e contrapontos.
O candidato defendeu anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, afirmando que “quem idealizou, mas não levou adiante, não cometeu crime”, o que gerou nova interrupção. Renata listou os sete crimes reconhecidos pelo STF, incluindo tentativa de golpe de Estado. Sobre vacinação, Zema disse ser contra a obrigatoriedade, embora tenha afirmado tomar os imunizantes e acreditar na ciência. A apresentadora rebateu que a imunização coletiva perde efeito se a adesão for baixa.
O presidenciável, que recusou o debate da Band no domingo, citou o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como referência para segurança pública, mas negou planos de adotar prisões sem mandado ou restrições a habeas corpus. Ele disse inspirar-se no aumento do “custo do crime” e na recuperação de territórios. A entrevista foi marcada por 13 interrupções dos jornalistas.














