
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Rogério Homem de Andrade Barros Carício, de 43 anos, morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico causado por disparos de arma de fogo. O corpo do empresário foi encontrado em Coruripe na última semana. O exame identificou duas lesões de entrada por bala na parte traseira da cabeça, fraturas na calota e base do crânio, além de hemorragias intracranianas.
Dois projéteis e uma jaqueta de munição foram encontrados alojados no crânio e encaminhados para análise balística. O laudo destacou ainda que ferimentos nas órbitas, lábios e orelha esquerda foram causados por fauna cadavérica após a morte. Sobre a hipótese de tortura, a análise foi inconclusiva por falta de elementos suficientes.
Dois policiais civis e um empresário foram presos no dia 25 de julho, quatro dias após o crime, suspeitos de envolvimento no sequestro e homicídio de Rogério. Ele foi abordado ao sair de uma farmácia, algemado e colocado em um carro descaracterizado por homens vestidos como policiais. O corpo foi encontrado cerca de 24 horas depois em uma estrada de barro.
Rogério cumpria pena em regime semiaberto por um furto a carro-forte na Paraíba em 2014, com condenação em 2019, e também tinha antecedentes por porte ilegal de arma, tráfico de drogas, receptação e uso de documento falso. A Polícia Civil investiga o uso de veículos alugados por terceiros em práticas criminosas na região.














