Lula diz que fará “o que deve ser feito” sobre veto de anistia

Presidente comenta projeto que reduz penas de condenados do 8 de janeiro e minimiza pré-candidatura de Flávio Bolsonaro
Como promessa de campanha, Lula disse que iria abrir os sigilos de 100 anos de Jair Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira (11) que tomará a decisão sobre o projeto de lei que reduz as penas dos acusados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro quando o texto chegar para sua sanção, afirmando que o ex-presidente Jair Bolsonaro “tem que pagar pelo crime”.

Em entrevista ao Portal Uai, de Minas Gerais, Lula disse: “Quando chegar à minha mesa, eu tomarei a decisão. Eu e Deus, sentado na minha mesa, eu tomarei a decisão. Eu farei aquilo que eu entender que deva ser feito, porque ele tem que pagar pela tentativa de golpe, pela tentativa de destruir a democracia que ele fez nesse país”.

Lula criticou a conduta de Bolsonaro após a derrota eleitoral:

“Se ele tivesse a postura que eu tive quando perdi três eleições, se ele tivesse a postura que teve o PSDB quando perdeu três eleições, se ele tivesse a postura de todo mundo que é democrático e que respeita as instituições, ele não estaria preso, poderia estar concorrendo agora às eleições. Mas ele tentou encurtar o caminho”.

O presidente reiterou que aguardará a tramitação no Senado antes de se posicionar oficialmente, mas colaboradores próximos, conforme reportado pela Folha de S.Paulo, afirmam que a tendência é o veto integral ao projeto.

Sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, anunciada na semana passada, Lula minimizou sua relevância:

“A gente não escolhe candidato, adversário. Vejo toda hora [Ronaldo] Caiado, Tarcísio [de Freitas], [Romeu] Zema, Ratinho [Jr.], Eduardo [Bolsonaro], Michelle [Bolsonaro]. Toda hora inventam um nome. Ou seja, quem inventa muito nome é porque não tem nenhum. Então eles estão em dúvida porque eles sabem de uma coisa: eles perderão as eleições em 2026”.

Flávio Bolsonaro havia dito que teria “um preço” para desistir da candidatura, mas depois recuou e afirmou que sua decisão é irreversível. Na última quinta-feira (4), ele viajou a São Paulo para comunicar pessoalmente a decisão ao governador Tarcísio de Freitas antes do anúncio público.

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