Ministro André Mendonça garante silêncio a ex-secretária de Careca na CPMI do INSS

Ela foi convocada para depor como testemunha e poderá se recusar a responder perguntas para não se autoincriminar

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça decidiu nesta segunda-feira (2) que a ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, deverá comparecer à CPMI do INSS, mas poderá permanecer em silêncio para não se incriminar.

Aline Bárbara Mota de Sá Cabral foi convocada pela CPMI na condição de testemunha. Ela atuou como secretária e, posteriormente, como gerente administrativa de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, investigado na chamada Operação Sem Desconto, que apura supostos descontos associativos irregulares sobre benefícios previdenciários.

A defesa da ex-secretária recorreu ao Supremo alegando que, embora formalmente convocada como testemunha, o teor do requerimento aprovado pela CPMI indicaria tratamento material de investigada.

Em despacho nesta segunda (2), Mendonça entendeu que não há elementos que indiquem que Aline figure como investigada formal na comissão. Por isso, o comparecimento é obrigatório.

“No caso em apreço, em que está diante de uma autêntica testemunha dos fatos, há que prevalecer a compulsoriedade de comparecimento”, escreveu.

O ministro afirmou que o direito de não se autoincriminar também vale para testemunhas em CPIs. Assim, Aline poderá se recusar a responder perguntas que possam incriminá-la.

 

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