
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (6) que o crescimento da dívida pública brasileira não se deve ao aumento de gastos, mas sim aos juros elevados. Ele explicou que o governo está pagando dívidas antigas com títulos novos, o que implica mais pagamento de juros.
“O que acontece é que estamos pagando dívidas antigas com títulos novos. É, portanto, na gestão da dívida que estamos aumentando a dívida. É na rolagem da dívida, e não nos gastos”..
Em julho, dados do Tesouro Nacional mostraram que a emissão forte de títulos vinculados à Selic fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir para mais de R$ 9,2 trilhões em junho. Durigan garantiu que “o governo não está gastando mais do que arrecada” e que os juros altos são o principal fator por trás do endividamento. Ele destacou a melhora das avaliações das agências de risco sobre o país.
Em contraste, o endividamento das famílias brasileiras atingiu um recorde de 82% em julho, pelo sexto mês consecutivo, segundo pesquisa da CNC. O percentual de famílias com dívidas atrasadas (inadimplência) recuou para 29,8%. Em média, as famílias comprometem 29,5% da renda com dívidas, sendo o cartão de crédito o principal responsável (85,3% dos endividados).
O endividamento é maior entre as famílias com renda de até três salários mínimos (84,9%). A CNC projeta que o indicador de endividamento continue subindo, chegando a 82,6% em setembro.














