
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes anulou a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para apurar uma suposta falta de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro após sua queda na prisão. Em decisão, Moraes afirmou que houve “ilegalidade e ausência de competência” do conselho em relação à Polícia Federal, demonstrando “total ignorância dos fatos”.
Segundo o ministro, não houve omissão da equipe médica da PF, e a atuação foi corroborada pelos exames realizados nesta quarta-feira no Hospital DF Star, que “não apontaram nenhum problema ou sequela” em relação ao incidente. Moraes determinou que o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, preste depoimento à Polícia Federal em até dez dias “para que explique a conduta ilegal do CFM e para que se apure eventual responsabilidade criminal”. O hospital também deverá encaminhar os exames e laudos de Bolsonaro em 24 horas.
O CFM havia determinado ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal a abertura de uma sindicância, alegando ter recebido denúncias formais que expressavam “inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada” ao ex-presidente. Em nota, o conselho afirmou que a saúde de Bolsonaro “demanda monitoramento contínuo e imediato” e que “deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro”.
O presidente do CFM, José Hiran Gallo, é conhecido por seu apoio público a Bolsonaro. Em 2018, publicou um artigo celebrando sua vitória eleitoral intitulado “a esperança venceu o medo”. Durante a pandemia de covid-19, Gallo também defendeu o então presidente, afirmando que atribuir a ele “a culpa absoluta por essa catástrofe” seria um equívoco.














