
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Defensoria Pública da União assuma a defesa do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na ação que o investiga por suposta coação ao Judiciário. A decisão ocorreu após o parlamentar, que está nos Estados Unidos desde fevereiro, não responder à intimação por edital no prazo de 15 dias estabelecido pela corte.
Eduardo Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por atuar junto a autoridades norte-americanas para pressionar por sanções financeiras contra o Brasil, com o objetivo declarado de evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. O ministro concedeu novo prazo de 15 dias para a Defensoria apresentar a defesa.
O caso foi desmembrado do processo que inclui o empresário Paulo Figueiredo, que será notificado via carta rogatória por residir há dez anos nos EUA.
Em nota conjunta divulgada anteriormente, ambos classificaram a denúncia como “fajuta” e afirmaram viver sob “jurisdição da Constituição americana”. A PGR sustenta que Eduardo exerceu “papel de liderança” na campanha por sanções, apresentando como prova publicações em redes sociais, lives e trocas de mensagens que mostrariam o parlamentar orientando o pai estrategicamente.














