Meta fecha acordos de US$ 18 bilhões nos EUA por uso de redes sociais por adolescentes

Empresa concordou em restringir acesso ao Facebook e Instagram a duas horas diárias e bloquear plataformas à noite, em processo sobre vício e danos à saúde mental de crianças

A Meta chegou a acordos que somam US$ 18 bilhões para encerrar um processo movido por estados dos Estados Unidos que acusavam a empresa de projetar o Facebook e o Instagram para causar dependência em crianças e de enganar o público sobre a segurança das plataformas. Os termos, anunciados nesta quarta-feira (26), incluem US$ 17,6 bilhões em pagamentos a 48 estados, Washington, D.C., Porto Rico e outros territórios, além de US$ 459 milhões para resolver reivindicações relacionadas ao escândalo da Cambridge Analytica.

A empresa concordou em limitar o uso das plataformas por adolescentes a duas horas por dia e bloquear o acesso entre meia-noite e 6h, sem consentimento dos pais, ao longo da próxima década. As medidas poderão ser ampliadas caso outras redes sociais adotem termos semelhantes. A Meta não admitiu irregularidades e afirmou que a segurança dos jovens é um “imperativo absoluto”.

O acordo, que ainda depende de aprovação judicial, encerra um dos processos de maior repercussão sobre os possíveis danos causados por plataformas digitais, incluindo ansiedade, depressão e suicídio entre jovens. A Califórnia receberá US$ 2,2 bilhões, enquanto Nova York e Texas ficarão com mais de US$ 1 bilhão cada.

A Meta ainda enfrenta milhares de ações individuais e de distritos escolares, com novos julgamentos previstos para outubro. Flórida e Novo México não participaram do acordo e mantêm ações próprias contra a empresa.

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