
A mortalidade materna em Alagoas registrou queda de 42,6% entre 2021 e 2025, passando de 54 para 31 óbitos, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. O período foi marcado por investimentos na ampliação da rede de atenção à saúde da mulher, com destaque para a inauguração do Hospital da Mulher, em setembro de 2019. A taxa de mortalidade infantil também caiu, de 13,8 para 12,4 mortes por mil nascidos vivos no mesmo intervalo.
A unidade reorganizou o atendimento especializado ao concentrar em um só local serviços antes dispersos, reduzindo a fragmentação que obrigava pacientes, especialmente do interior, a percorrerem diversas unidades para consultas e exames. A estrutura inclui especialidades como ginecologia, mastologia, obstetrícia, cardiologia e psicologia, além de exames como mamografia, ultrassonografia e tomografia.
A enfermeira Cynthia Kássia, que teve o segundo filho na unidade, relatou ter recebido assistência integral durante as 48 horas de internação, com vacinas, registro em cartório, avaliação com fonoaudióloga e consultoria em aleitamento materno. A diretora-geral, Yarin Rocha, explicou que o hospital opera com fluxo contínuo da primeira consulta ao pós-parto, evitando deslocamentos desnecessários. O modelo de acolhimento, segundo a enfermeira Anne Costa, prioriza a escuta qualificada e o respeito à história de cada paciente.
O hospital também reduziu gargalos na oncologia. Uma paciente diagnosticada com câncer de mama em 2025 teve o tratamento iniciado em 21 dias, com todos os exames realizados na unidade. Desde a abertura, o Hospital da Mulher já contabiliza mais de 71.766 atendimentos, 120 mil exames, 16.210 cirurgias e 19.500 partos. A mamografia, ofertada em sistema de porta aberta, não tem fila de espera e funciona de segunda a sexta-feira. A unidade foi construída com R$ 30,8 milhões em recursos do Governo de Alagoas.














