Mulher que alegou “roleta-russa” na morte de sargento da PM vai a júri popular em Maceió

Josefa Cícera Nunes Flores é acusada de homicídio qualificado; defesa sustenta legítima defesa em crime ocorrido em 2022
Fórum do Barro Duro – Foto: Caio Loureiro / Dicom TJ/AL

O Tribunal do Júri em Maceió julga nesta quinta-feira (6) Josefa Cícera Nunes Flores, acusada de matar o sargento da Polícia Militar Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos. O crime ocorreu em março de 2022, na residência do casal, no bairro Cidade Universitária, e a sessão está marcada para as 8h no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes.

A versão da defesa é de legítima defesa, alegando que o disparo ocorreu durante uma luta corporal após uma discussão por ciúmes. O Ministério Público de Alagoas, no entanto, sustenta homicídio qualificado por motivo fútil, argumentando que o tiro foi intencional e disparado à distância, conforme o laudo cadavérico, o que contraria a tese de acidente na briga. A investigação também apontou que a acusada tinha histórico de comportamento agressivo com armas de fogo, incluindo um episódio em 2020 em que teria efetuado 12 disparos contra o pneu do carro do ex-marido.

No dia do crime, o sargento foi baleado no abdômen e não resistiu. Na casa foram apreendidas duas pistolas sem registro. Josefa, que já trabalhou como segurança e agente penitenciária, mudou sua versão ao longo do tempo, tendo inicialmente mencionado uma brincadeira de “roleta-russa”. Caberá ao Conselho de Sentença decidir pela condenação ou absolvição após os depoimentos e debates.

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