
Mentir é um padrão de conduta, marca da direita incorrigível. Donald Trump mente, os altos assessores da Casa Branca mentem e, por aqui, os Bolsonaros abusam da mentira. São alinhados, afinados quando se trata de mentir.
Um simples olhar dirigido a Trump vai flagrá-lo mentindo: pela manhã anuncia o fim dos ataques contra o Irã, mas, à tarde, ordena mais bombardeios. Coisa dos EUA.
No Planalto, Jair Bolsonaro foi um crítico ferrenho do Bolsa Família, prometeu extingui-lo, mas acabou mentindo e fazendo o contrário: mudou o nome para Auxílio Brasil, elevou o benefício de R$ 180,00 para R$ 600,00 – na véspera da eleição – e ainda inchou o programa com a inclusão de mais de um milhão de novas famílias.
Agora, o filho Flávio Mentira, também crítico impiedoso e inimigo visceral do Bolsa, de repente faz uma cambalhota e se apresenta como ardoroso defensor do benefício social criado pelo presidente Lula em 2004, portanto, há mais de duas décadas.
Pré-candidato a presidente, Flávio não tem projeto para o Brasil e muda o discurso como muda de camisa, se entender que uma mentira pode ajudá-lo.
Atrás de Lula nas pesquisas, mormente após mentir descaradamente tentando negar seu compadrio com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, Flávio Rachadinha resolveu ‘assumir’ as pautas sociais historicamente defendidas por Lula. E jura que é vero.
Não menciona autoria, não credita nada ao petista, apenas tenta passar a ideia oportunista de que virou ‘amigo’ dos trabalhadores.
Funciona?
Provavelmente, não.
Bolsonaro pai fez isso, usou esse expediente, mas não convenceu a parcela do eleitorado situada entre o lulismo e o bolsonarismo – precisamente a fatia crítica que decide a eleição.
Outro fato a considerar é a ausência de atributos essenciais em Flávio, tais como seriedade, confiança e credibilidade.
Como avaliar? Coloque outros nomes da direita no lugar do Bon Vivant, e todos vão se aproximar de sua performance nas pesquisas de intenção de voto. É o país dividido.
Significa que, mentiroso por vocação, o primogênito de Jair Bolsonaro não é um líder nato, não exerce liderança, não comanda nada e está onde está, com ar de aventureiro, apenas por imposição pessoal e delegação do próprio pai.
Por isso mesmo, apareceu como único nome – da família e do país – em quem Jair Messias resolveu confiar a ‘missão de anistiá-lo’ como principal líder da trama golpista que atentou contra o estado democrático de direito do Brasil.














