
Em decisão considerada incomum no judiciário, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, decidiu mudar regras e incluir o próprio nome entre os ministros que podem ser sorteados como relatores de ações sobre a propaganda eleitoral.
Com isso, o líder da Corte ampliou seu poder e influência, que lhe proporcionarão poder assumir a condução de alguns dos processos de maior impacto político em curso na Corte. Uma inovação considera fora dos ritos processuais da instituição.
Mas, Nunes Marques foi além e incluiu também na mesma condição, seu amigo e vice-presidente do TSE, André Mendonça, o considerado “terrivelmente evangélico”, quando foi indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), por Jair Bolsonaro (PL). Marques também foi um dos indicados do ex-presidente da República.
Nos bastidores da política há a interpretação de que o presidente da TSE decidiu pela inovação inusitada, após ação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores contra a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pelo uso de vídeo de gerado por IA (Inteligência Artificial), em que Jair Bolsonaro aparece declarando apoio a candidatura do filho à Presidência.
Condenado e preso, o ex-presidente é impedido de participar de qualquer ação política por decisão judicial.
Enfim, a justiça parece que se move à base das batidas do coração que o eleitorado bem conhece.














