20 de abril de 2021Informação, independência e credibilidade
Brasil

Padres e pastores pedem impeachment de Bolsonaro na Câmara

‘Jesus não assinou contrato de exclusividade com nenhum padre, cardeal ou pastor’, diz monge

Padres e pastores acusam Bolsonaro de usar o nome de Deus de de forma absolutamente desonesta.

Um pedido de impeachment assinado por mais de 380 lideranças da igreja católica e de diversas denominações evangélicas foi apresentado nesta terça-feira, 26, na Câmara dos Deputados. A articulação surgiu a partir de diversos grupos religiosos e o objeto central do pedido é a ação do governo

Um dos signatários do pedido, o monge menonita Marcelo Barros – teólogo ligado à Teologia da Libertação – afirmou que Jair Bolsonaro, desde sua campanha, tem se beneficiado da divulgação de notícias falsas e da “utilização absolutamente desonesta da religião, de Deus e da Fé”.

“Um dos gritos dessa força que trouxe o atual presidente ao poder era “Deus acima de todos”. Muitos religiosos e religiosas das mais diversas religiões precisavam vir a público para dizer que não estamos de acordo com esta instrumentalização da religião”, disse.

“Não podemos nos colocar nesta mesma fileira de pastores padres e até cardeais católicos que apoiam o pior, que foram contra a democracia, porque no segundo das eleições [de 2018] não se tratava mais de um partido contra outro; era a democracia, mesmo problemática que temos, ou a barbárie”, afirmou.

Barros disse ainda que a ação do governo diante da pandemia, que incentivou ações que levaram pessoas à morte, fez crescer ainda mais a articulação de religiosos que sentiram a necessidade de agir.

“Jesus não assinou contrato de exclusividade com nenhum padre, cardeal ou pastor”, afirmou.

One Comment

  • Avatar Santos

    Não tenho paixão nenhuma por Jair Messias Bolsonaro, acredito que não era a melhor opção para presidente, mas a maioria votou nele para acabar com a roubalheira descontrolada do PT e dos Partidos que o apoiavam. Não vejo com bons olhos a participação de chefes religiosos em manifestações politicas-partidária. Ou será que além dos cortes de verbas da imprensa (em especial da Rede Globo) e dos artistas (que montavam shows com dinheiro público e cobravam ingressos caríssimos), também houve corte nos repasses governamentais para as Igrejas?

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