Parte da bancada alagoana não se importou com o efeito colateral ao derrubar veto da dosimetria

Efeito colateral da dosimetria é favorecer a prática de diversos crimes hediondos no País

O projeto da dosimetria, criado para beneficiar Jair Bolsonaro, mas que  amplia o leque favorecendo também integrantes do crime organizado, diminuindo o tempo de encarceramento efetivo para condenados por tráfico de drogas e outros delitos graves, inclusive feminicídios contou com o apoio de parte da bancada federal alagoana no Congresso Nacional.

A proposta trata de alterações no cálculo de penas aplicadas a crimes ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Entre os deputados, 318 votaram pela derrubada do veto presidencial, enquanto 144 votaram a favor do veto. Já no Senado, foram 49 votos pela derrubada e 24 contrários.

Na bancada alagoana foram favoráveis a manutenção do veto:

-Paulão, Isnaldo Bulhões Jr., Rafael Brito e Daniel Barbosa.

Contra o veto presidencial:

Arthur Lira, Alfredo Gaspar, Fábio Costa e Marx Beltrão.

No Senado:  Votaram pelo veto Renan Calheiros e Renan Filho. Contra: a senadora Eudócia Caldas.

Efeito colateral

Críticos da matéria apontam que a flexibilização das regras de cumprimento de pena — originalmente debatida com foco em crimes específicos ou manifestações — acaba gerando um efeito colateral amplo.

Especialistas e parlamentares alertam que essas reduções favorecem integrantes do crime organizado, porque ao padronizar ou reduzir os percentuais de pena necessários para a progressão de regime, a medida acaba contemplando diversos crimes comuns e hediondos diminuindo o tempo de encarceramento dos criminosos.

 

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