
Os partidos PP, União Brasil e o Solidariedade, que dominam o Centrão e a direita no Congresso Nacional, decidiram sair em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afastado da relatoria do caso Banco Master.
Em nota oficial assinada pelo senador Ciro Nogueira, presidente do PP, e do empresário Antônio Rueda, presidente do União Brasil, os partidos consideram que o magistrado está sendo submetido a um “linchamento” e que tentam colocar a população contra ele por meio de “narrativas”.
Diz a nota dos partidos, controlados pelo segmento bolsonarista, que “neste momento, é essencial nos atentarmos às narrativas que querem colocar a população contra o ministro Dias Toffoli e tudo o que ele fez e faz pelo país enquanto ministro no STF”. Diz ainda que “atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas, sim, atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático”.
“É preciso ponderar que as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem uma base sólida. Uma versão caluniosa, que passa a ser tratada como verdadeira justamente pela repetição”, observam os líderes partidários na nota, destacando ainda que “a Justiça se fortalece quando há equilíbrio e respeito às instituições”.
Linchamento moral
Já a manifestação do Solidariedade, assinada pelo deputado federal Paulinho da Força (SP), presidente nacional da sigla, critica o que chama de “linchamento moral” do ministro. “Manifestações firmes se fazem essenciais para lidar com momentos turbulentos. Por isso, torna-se pública a presente nota para reconhecer os quase 20 anos de relevantes serviços prestados na magistratura brasileira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli”, frisa o partido.














