
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (14) a identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório na bacia da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas na costa do Amapá.
A descoberta foi constatada por perfis elétricos e indicativos nas rochas, mas a confirmação de petróleo comercial ainda depende de testes. A perfuração do poço Morpho, a cerca de 175 km da costa e com lâmina d’água de 2.886 metros, está em andamento.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que “o otimismo em relação à margem equatorial se confirma hoje”, mas disse à Reuters que a descoberta “ainda não é comercial”. A região é vista como a principal fronteira para novas descobertas no Brasil, ajudando a repor o declínio das reservas do pré-sal a partir de 2034-2035. O bloco FZA-M-59, onde a estatal tem 100% de participação, foi adquirido em 2013.
A perfuração de Morpho teve um processo conturbado de licenciamento ambiental. O Ibama concedeu a licença em outubro de 2025, sob pressão do presidente Lula, após recomendar o arquivamento. Ambientalistas criticam a abertura de novas fronteiras para combustíveis fósseis.
A Petrobras já pediu a perfuração de mais três poços na mesma área, mas o Ibama solicitou mais dados. A empresa comunicou que fará o abandono permanente do poço, prática comum para primeiros poços explorados. A estatal também divulgou lucro de R$ 52,4 bilhões no trimestre, com alta de 97%.














