
A Polícia Federal está analisando, em fase preliminar, informações sobre uma possível campanha coordenada que teria contratado influenciadores digitais para defender o Banco Master e atacar o Banco Central após a liquidação da instituição.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou ao ICL Notícias que o material está sendo avaliado para a produção de uma Informação de Polícia Judiciária (IPJ), etapa que pode levar à instauração de um inquérito policial.
“Estamos em análise inicial das informações, para produzir uma informação de polícia judiciária – IPJ, que poderá levar à instauração de inquérito policial”, declarou Rodrigues. A apuração mira relatos de que influenciadores receberam propostas de agências para produzir conteúdo padronizado, com contratos de confidencialidade e argumentos semelhantes, com o objetivo de questionar a legitimidade da decisão do BC e criar uma narrativa favorável ao banco liquidado.
O movimento ganhou visibilidade após denúncias públicas de influenciadores, como o vereador gaúcho Rony Gabriel, que afirmou ter recusado uma “boa quantia” para participar da estratégia. Segundo investigações preliminares, a campanha teria envolvido ao menos 46 perfis, muitos deles sem histórico em temas econômicos, que passaram a atacar dirigentes do BC e entidades do setor financeiro.
A PF busca identificar a origem dos recursos, os intermediários e possíveis responsabilidades penais. O caso se insere no contexto mais amplo das investigações sobre o Banco Master, que incluem pressões políticas e tentativas de reverter a atuação do Banco Central. A corporação ainda não definiu um prazo para a conclusão da análise inicial, que determinará se há indícios suficientes para a abertura de uma investigação criminal formal.














