PF encontra mentiras em gastos eleitorais de laranjas do PSL

Ministro do Turismo comandou um esquema de candidatas laranjas em Minas durante as eleições
Jair Bolsonaro e o ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio, ambos do PSL

A Polícia Federal em Minas Gerais diz já ter indícios concretos de que candidatas laranjas a deputada estadual e federal do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, mentiram na prestação de contas de campanha.

Dois meses após abrir inquérito, a PF realizou a primeira operação nesta segunda-feira (29) em endereços relacionados ao PSL de Minas Gerais, ligado ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

“Isso é um indício concreto que a gente acha que está amplamente comprovado. Aquelas prestações de contas não refletem a verdade do que efetivamente ocorreu em termos de gastos de recursos”. Marinho Rezende, delegado responsável pela investigação.

Foi revelada pela Folha que o hoje ministro do Turismo de Jair Bolsonaro (PSL), Marcelo Álvaro Antônio, comandou um esquema de candidatas laranjas em Minas durante as eleições, quando comandava o partido no estado.

Álvaro Antônio nega ter patrocinado esquema de laranjas, e Bolsonaro diz que aguarda as investigações para decidir se mantém ou não seu ministro. A Polícia Federal vê elementos de participação de Álvaro Antônio na fraude.

O caso das laranjas do PSL é alvo de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público em Minas e em Pernambuco e levou à queda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandou o partido nacionalmente em 2018.

Ministro ao lado de uma das laranjas

A operação desta segunda-feira, batizada de Sufrágio Ostentação, investiga falsidade na prestação de contas de candidatas do PSL. A suspeita é de que elas tenham relatado despesas de serviços que não ocorreram na prática, tendo desviado dinheiro para candidaturas masculinas ou terceiros.

Mandados

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira,29, uma operação para cumprir  sete mandados de busca e apreensão envolvendo dirigentes do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, em Minas Gerais.

Os mandados foram cumpridos em Belo Horizonte, Contagem, Coronel  Fabriciano e Ipatinga. Houve a apreensão de documentos relativos a produção de material gráfico de campanhas eleitorais.

 

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