
A Polícia Federal aponta que a lobista Roberta Luchsinger solicitou a intervenção de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) para tentar fechar negócios de interesse de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, com o Ministério da Saúde. Mensagens acessadas no celular da empresária mostram que ela pressionava o filho do presidente Lula para participar de discussões sobre a contratação de derivados de canabidiol e kits para teste de dengue, mas nenhum dos contratos foi fechado.
As conversas, que constam de investigação preliminar da PF enviada ao ministro André Mendonça, revelam que Roberta se queixava da pressão de Careca do INSS para acelerar os negócios e afirmava que seria necessário “o Fábio se mexer”. Em outro diálogo, ela dizia ter prazo porque “Fábio vai embora” para a Espanha, para onde se mudou em 2025. A defesa de Lulinha nega qualquer intervenção e afirma que ele vive na Espanha com recursos do próprio trabalho, sem relação com o governo brasileiro.
As mensagens também citam o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro (Marcola), com quem Roberta combinava pressões sobre o então secretário-executivo da Saúde, Swedenberger Barbosa. A PF destaca que as “demandas solicitadas por Antônio dependem da intervenção de Fábio”. Careca do INSS está preso desde setembro do ano passado na Operação Sem Desconto, que apura desvios de benefícios previdenciários. As defesas de Roberta e de Antônio não se manifestaram, e a de Marcola nega intermediação em negociações governamentais.













