Presidente argentino volta a atacar Lula chamando de ‘ladrão’ e ‘corrupto’

Seguidor de Trump, Miliei ainda fez críticas ao presidente da Colômbia e ao primeiro-ministro da Espanha
Javier Milei em afronta à soberania do Brasil

Seguidor do presidente americano Donald Trump, o presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, 2, uma semana depois de declarações do argentino provocarem uma crise diplomática entre os dois países.

Durante a semana, o governo argentino tentou reduzir a tensão. O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, afirmou que não havia possibilidade de rompimento das relações com o Brasil, principal parceiro comercial da Argentina.

Mas, neste domingo, 2, em entrevista ao canal LN+, Milei chamou Lula de “ladrão”, “corrupto” e “presidiário”.

Ao retomar os ataques, Milei acusou Lula, sem apresentar provas, de promover “interferência política” na Argentina e em outros países da região.

O argentino também reclamou das reações às suas declarações e afirmou que críticas feitas a ele pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e pelo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, não provocaram repúdio semelhante.

Conluio desmascarado

As condenações de Lula na Operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, após a Corte concluir que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos. Com isso, o petista recuperou os direitos políticos. O STF também reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro no processo do tríplex do Guarujá, após um conluio firmado com o Ministério Público, em Curitiba, para penalizar o ex-presidente e retirá-lo do processo eleitoral.

O conluio orquestrado por Sério Moro e o então Procurador, Deltan Dalagnol, foi desmascarado posteriormente pelos áudios revelados pelo site Intercept Brasil que mostram as tramas organizadas pelo magistrado e procuradores contra o ex-presidente. As gravações obtidas por um hacker foram batizadas de “Vaza Jato”, em alusão a Operação Lava Jato.

=.

ÚLTIMAS
ÚLTIMAS