
Um homem de 46 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (2) durante a Operação Teto de Vidro, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas para desarticular um esquema de golpes envolvendo falsos cadastros habitacionais.
Segundo as investigações, o suspeito enganava famílias em Maceió, cobrando valores com a promessa de garantir a inclusão em programas como o Minha Casa, Minha Vida, sem nunca entregar o serviço.
A ação, coordenada pela Delegacia de Estelionatos, teve mandados cumpridos em Marechal Deodoro (no povoado Barra Nova) e nos bairros Jatiúca e Jacintinho, em Maceió. Durante as buscas, foram apreendidos um veículo, documentos e aparelhos celulares que podem auxiliar nas investigações.
De acordo com a polícia, o suspeito se apresentava como servidor da Prefeitura de Maceió, alegação rapidamente desmentida pelo município, que orientou as vítimas a formalizarem denúncia. O golpe veio à tona após o último sorteio de apartamentos em programas habitacionais no bairro Santa Amélia. As vítimas pagaram, mas não foram contempladas, e não houve interferência nos trâmites oficiais.
As investigações, sob responsabilidade dos delegados Dalberth Pinheiro e Michelly Santos, continuam para identificar outras possíveis vítimas e todos os envolvidos no esquema, que atuavam de forma isolada, cada um com seu próprio grupo. A prefeitura reforça que o cadastro para programas habitacionais é gratuito.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Habitacional (Semhab) informa que o suposto golpista citado não é servidor de nenhum órgão da Prefeitura de Maceió, não possuindo qualquer vínculo com o município.
A pasta se solidariza com os maceioenses que foram vítimas do golpe e orienta que os lesados registrem Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, para que as providências cabíveis sejam adotadas na esfera judicial.
A Secretaria de Habitação reforça que não é cobrado qualquer tipo de pagamento para inscrição em programas habitacionais ou para a entrega de chaves. Os imóveis fazem parte de políticas públicas habitacionais e são custeados com recursos do Governo Federal.
Por fim, a Semhab reitera que não compactua com esse tipo de prática e ressalta que, caso seja identificado, no decorrer das investigações, o envolvimento de algum servidor público, este será devidamente responsabilizado, nos termos da lei.














