27 de julho de 2021Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Projeto do Ifal produz licores com uvas cultivadas na unidade de Piranhas

Produtos tiveram qualidade aprovada em teste sensorial realizado na comunidade da ci9dade do sertão alagoano

 

Uva cultivada em Piranhas é utilizada na produção licores no Ifal

Estudantes e funcionários do Campus Piranhas estão realizando o teste sensorial de licores fabricados na própria unidade, com uvas cultivadas no campus.

A aprovação dos produtos é uma meta do projeto de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti), “Caracterização físico-química e aceitabilidade de licor de variedades de uva produzido com diferentes formulações no Sertão Alagoano”, iniciado em 2020, com a intenção de produzir as bebidas a partir de uvas adaptadas ao clima da região, agregar valor à matéria-prima e promover aumento de renda aos futuros produtores.

O processo começou ainda em agosto do ano passado, com o cultivo de uvas no parreiral do Campus. Os integrantes do projeto participaram das etapas de manejo da poda, adubação, irrigação, controle de doenças e pragas, monitoramento de brix, colheita, extração de suco, produção do licor, análises físico-químicas, até o teste sensorial.

Um dos orientadores do projeto, Samuel Silva, comentou que desde a poda até a produção do licor, o processo pode varias 5 a 7 meses, a depender dos espécimes utilizados. No projeto, foram utilizadas três variedades cultivadas no Campus: a Vitória, uma uva preta de mesa e sem semente; a Itália, uma uva verde de mesa e com semente; e a Magna, uma uva industrial com semente e possui uma cor violácea e sabor aframboesado.

“Foi observado um ótimo aceite pelos provadores, o que indica um alto potencial para um novo produto desenvolvido pelo Ifal”, comenta Samuel.

Além dele, acompanharam as diferentes etapas do projeto a co-orientadora, Poliane Lima, os bolsistas do projeto, Carla Sabrina e Edmaíris Rodrigues, além de professores, técnicos, alunos e funcionários terceirizados do Ifal, que se voluntariaram para a realização do teste sensorial do licor.

“Apesar da pandemia e com o campus sem aula, foi possível seguir os protocolos de segurança e realizar o teste com os presentes”, acrescentou Samuel.

A análise sensorial do produto é realizada por alunos e professores do campus de Piranhas

O professor destaca que aprovados os produtos, a partir de agora o grupo tentará atrair produtores nas proximidades locais, que já cultivam a uva e as vendem in natura, para que eles também possam produzir o licor, mas antes disso irá em busca do Selo Arte, voltado para produtos artesanais.

“A ideia agora é ver a possibilidade de gerar patente ou possível aplicação da pesquisa junto aos produtores da região, finalizando assim o ciclo do permeio entre os eixos do ensino, pesquisa e extensão”, pontuou Samuel.