Protestos na Venezuela já fizeram dois mortos e dezenas de feridos

Juan Guaidó confirmou a segunda morte em sua página no Twitter
Manifestação contra o governo de Nicolás Maduro, e para comemorar o Dia Primeiro de Maio, em Caracas.

Os protestos dessa quarta-feira (1º) na Venezuela levaram à morte de uma mulher, depois de, no dia anterior, ter morrido um jovem em Aragua.

O segundo dia consecutivo de manifestações teria ainda deixado quase 50 pessoas feridas mas, de acordo com o Serviço Municipal de Saúde, todas estão fora de perigo. As manifestações poderão continuar hoje.

Jurubith Rausseo, de 27 anos, morreu numa clínica depois de ter sido atingida na cabeça por uma bala durante os protestos. A informação é da organização não governamental Observatório Venezuelano de Conflito Social.

“Comprometo-me a fazer com que a morte de Jurubith Rausseo, de apenas 27 anos, numa sala de cirurgia, pese a quem decidiu disparar contra um povo que decidiu ser livre”. Juan Guaidó.

Crise

A Venezuela vive enorme tensão política desde janeiro deste ano, quando Maduro tomou posse de um novo mandato que não é reconhecido pela oposição e por parte da comunidade internacional. Guaidó se autoproclamou presidente de um governo interino, que conta com o apoio de mais de 50 países.

Paralelamente, o país sul-americano vive a pior crise econômica de sua história, o que gera protestos diários para denunciar a escassez severa de alimentos e remédios e a péssima prestação de serviços públicos.

Juan Guaidó anunciou apoio dos militares para a Operação Liberdade

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro editou nesta terça-feira (30) uma medida provisória (MP) para liberar R$ 223,8 milhões para assistência emergencial e acolhimento de cidadãos da Venezuela. Por se tratar de MP, a liberação dos recursos tem força de lei por já ter sido publicada no “Diário Oficial”.

A partir de agora, o Congresso Nacional tem até 120 dias para aprovar a medida. Se o texto não for aprovado no período, perderá validade. Pelo texto da MP, o dinheiro servirá para “assistência emergencial e acolhimento humanitário de pessoas advindas da República Bolivariana da Venezuela”. No texto, não há detalhes sobre como o dinheiro deve ser utilizado.

O presidente foi além em seu Twitter, tomando para si toda a responsabilidade para uma ação no país em conflito:

Rapidamente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Bolsonaro e afirmou que é competência do Congresso Nacional autorizar uma declaração de guerra pelo presidente da República.

A resposta pública de Maia mostra que a relação entre os presidentes dos Poderes continua tensa, apesar dos gestos de aproximação da semana passada, em que Bolsonaro agradeceu a Maia em pronunciamento. E, claro, que o Presidente da República segue na linha de que sua decisão é a única válida, independente do que diz a constituição.

Presidente da Câmara precisou corrigir o Presidente da República
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