22 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
Mundo

Putin amenta a ameaça na guerra ao colocar forças nucleares em alerta

EUA consideram “inaceitáveis” as ameaças do presidente russo com armas nucleares

As ameaças de Putin de entrar com bomba nuclear na guerra contra a Ucrânia deixa o mundo em alerta.

Os Estados Unidos e a Otan condenaram neste domingo (27)  a ordem do presidente russo, Vladimir Putin, de colocar suas forças nucleares em alerta máximo como perigosa e inaceitável, enquanto a Casa Branca disse que não descarta impor novas sanções à energia da Rússia.

Ao emitir a ordem para preparar as armas nucleares da Rússia para maior prontidão para lançamento, Putin citou “declarações agressivas” de aliados da Otan e sanções generalizadas impostas por nações ocidentais.

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, disse ao programa “Face the Nation” da CBS que as ações de Putin aumentaram o conflito e foram “inaceitáveis”.

Thomas-Greenfield disse que os Estados Unidos “continuam a olhar para medidas novas e ainda mais duras contra os russos”.

No Pentágono, um alto funcionário da defesa dos EUA também descreveu a ordem nuclear de Putin como uma escalada e disse que estava “colocando forças em jogo que, se houver um erro de cálculo, poderiam tornar as coisas muito, muito mais perigosas”.

Os Estados Unidos estão tentando determinar o que a ordem de Putin significa “em termos tangíveis”, disse a autoridade, falando sob condição de anonimato.

No programa “Estado da União”, da CNN, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, chamou a ordem nuclear de Putin de “agressiva” e “irresponsável”.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse que Putin estava respondendo a uma ameaça imaginária.

“Nós o vimos fazer isso várias vezes. Em nenhum momento a Rússia esteve sob ameaça da Otan, a Rússia esteve sob ameaça da Ucrânia”, disse Psaki no programa “This Week” da ABC.

APELO DOS EUA À CHINA

Os Estados Unidos não retiraram da mesa as sanções contra o setor de energia da Rússia, disse Psaki.

“Mas também queremos fazer isso e ter certeza de que estamos minimizando o impacto no mercado global e fazendo isso de forma unida”, acrescentou.

O governo Biden teme que suas sanções possam aumentar os preços já altos do gás e da energia nos Estados Unidos e tomou medidas para mitigar isso. Quando emitiu sanções contra os principais bancos russos na quinta-feira, permitiu uma exceção para transações relacionadas à energia.

No apelo público mais urgente do governo à China, Psaki instou o Estado comunista a emitir uma condenação formal à invasão da Rússia.

“Não é hora de ficar de lado”, disse Psaki na MSNBC. “Este é um momento para ser vocal e condenar as ações do presidente Putin e da Rússia invadindo um país soberano.”

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse na sexta-feira que a China respeita a soberania dos países, incluindo a da Ucrânia, mas que as preocupações da Rússia sobre a expansão da Otan para o leste devem ser devidamente abordadas.