Se o IPREV tem R$1,6 bilhão, por que precisa de dinheiro da Prefeitura para pagar pensões e aposentadorias?

E o patrimônio bilionário da Previdência de Maceió, cresceu antes ou depois do rombo do Banco Master?

Após as perdas com aplicações em títulos fraudados do Banco Master, um caso agora investigado pela Polícia Federal, o IPREV de Maceió passa a ser questionado, também, por alegar possuir reservas que chegariam a R$ 1,6 bilhão.

Em meio à repercussão causada pela operação da PF na sede do Instituto, em Maceió, a Prefeitura eos gestores da Previdência maceioense emitiram nota pública minimizando a perda de R$ 97 milhões incinerados no incêndio do Master e afirmando que o Instituto dispõe de reservas que chegam a R$ 1,6 bilhão (um bilhão e seiscentos milhões de reais).

Trata-se de uma informação intrigante que obriga a Prefeitura de Maceió a responder uma questão essencial: por que o IPREV, contando com R$ 1,6 bilhão, só conseguiu pagar a folha mensal dos aposentados e pensionistas graças a repasses efetuados pela Prefeitura, de janeiro a abril, numa média de R$ 16,5 milhões mensais?

As operações acabam de ser divulgadas pelo jornalista Edivaldo Júnior em seu blog no Gazetaweb, com dados extraídos dos Demonstrativos de Informações Previdenciárias e Repasses, os DIPRs, encaminhados pelo Município de Maceió ao Ministério da Previdência.

Quer dizer, tem dinheiro, muito dinheiro, mas só consegue pagar aposentadorias e pensões com recursos do Tesouro municipal? Faz sentido?

Ou a dinheirama se trata apenas de patrimônio? Nesse caso, que patrimônio? Imóveis? Prédios antigos? Terrenos? Ouro? Reservas minerais?

Esse é um ponto. Outro, também muito delicado, concerne a datas. Quando a Prefeitura começou a patrimonializar o IPREV? Antes ou durante a gestão de JHC? Nessa última hipótese, antes ou depois da aplicação dos R$ 97 milhões e após a liquidação do Banco Master?

Em suma: o IPREV tem uma reserva bilionária, mas é deficitário e a Prefeitura faz desembolsos milionários para cobrir o rombo? É assim que funciona?

São esclarecimentos que precisam ser dados, conjuntamente, pelo ex-prefeito João Henrique Caldas e pelos gestores que ele nomeou para administrar o IPREV.

Com a palavra, enquanto isso, os investigadores da Polícia Federal e os deputados que integrarão a CPI, em formação, na Assembleia Legislativa, para deslindar os esquemas financeiros envolvendo a Previdência Social da capital alagoana.

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