
Após tentar fugir do país com documentos falsos e ser preso no Paraguai, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques chegou a Brasília ontem sob escolta da Polícia Federal (PF), neste sábado, 27, e foi levado para o presídio da Papuda.
Ele foi transferido de Foz do Iguaçu (PR) para a capital federal em uma aeronave oficial, após ter sido detido na sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, no Paraguai, quando tentava embarcar para El Salvador.
A chegada dele em Brasília foi marcada por forte esquema de segurança e movimentação discreta. Assim que os motores da aeronave foram desligados, seis agentes da PF se aproximaram do avião. Vasques desceu, entrou diretamente no hangar e, sem falar com a imprensa, foi conduzido em uma viatura oficial para as dependências da corporação na capital.
Logo que chegou na capital federal, a defesa de Silvinei encaminhou petição ao STF solicitando que ele não seja mantido em presídio comum. Os advogados sustentam que o fato de Vasques ter integrado a Polícia Militar de Santa Catarina configura “elemento concreto de avaliação de risco”, uma vez que ex-agentes de segurança pública estariam mais expostos a ameaças em unidades prisionais convencionais — entendimento que, segundo a defesa, já foi reconhecido pelo próprio Supremo em decisões anteriores.
O ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou sobre a petição dos advogados que pretendem livrar o cliente do presídio da Papuda.














