Temer assina decreto de intervenção das Forças Armadas na segurança do Rio

Presidente reconheceu que intervenção é medida extrema, mas justificou ser necessária porque "as circunstâncias assim exigem

Ao longo da manhã desta sexta (16), o presidente Michel Temer e assessores acertam os detalhes do decreto de intervenção na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. O decreto será assinado pelo presidente Temer no início da tarde, no Palácio do Planalto, de acordo com a Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

“O crime organizado quase tomou conta do Estado do Rio de Janeiro”, declarou Temer. O presidente reconheceu que a intervenção é uma medida extrema, mas justificou ser necessária porque “as circunstâncias assim exigem”.

“O governo dará respostas duras, firmes, e adotará todas as providências necessárias para enfrentar e derrotar o crime organizado e as quadrilhas”, afirmou.

Segundo o presidente, a intervenção foi construída em diálogo com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), e o general Walter Souza Braga Netto, chefe do Comando Militar do Leste, que foi nomeado como interventor.

“Nós não vamos aceitar que matem o nosso presente e nem continuem a assassinar o nosso futuro”, declarou Temer.

O presidente Temer fará às 19h30 um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV para explicar à população os motivos que levaram à intervenção no Rio de Janeiro e detalhes do decreto.

Desde o início desta manhã, a cúpula do Exército está reunida em Brasília discutindo detalhes da intervenção. Com a medida, o comando das forças de segurança pública do Rio de Janeiro ficará a cargo do Exército. Entre os participantes da reunião está o comandante militar do Leste, general Walter Souza Braga Netto, convocado às pressas pelo comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas.

Mais cedo, Rodrigo Maia confirmou, em entrevista a jornalistas, a intervenção do governo federal na segurança do Rio de Janeiro. Segundo ele, o decreto irá direto ao plenário da Câmara e pode ser votado na segunda-feira (19) à noite ou na terça-feira de manhã. Em seguida, será apreciado pelos senadores.

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