Trump volta a criticar Brasil pelo Pix, regulação de redes e ‘taxa das blusinhas’

Brasil é criticado por tarifas de importação, patentes e restrições ao etanol e à carne suína

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) incluiu críticas a medidas brasileiras em seu mais recente relatório, citando o Pix, propostas de regulação de redes sociais e a chamada “taxa das blusinhas” como entraves aos interesses americanos. O capítulo dedicado ao Brasil ocupa oito páginas e reforça questionamentos da investigação da Seção 301, que pode resultar em tarifas específicas contra produtos brasileiros.

Entre os pontos destacados, o relatório menciona:

  • A cobrança de 60% sobre encomendas internacionais no regime simplificado, com limite anual de US$ 100 mil por importador.

  • Restrições operacionais da Receita Federal, como tetos de US$ 10 mil para exportações e US$ 3 mil para importações.

  • Críticas ao papel do Banco Central na criação e gestão do Pix, com preocupações de empresas americanas sobre possível favorecimento em relação a provedores privados.

  • O PL 4.675/2025, que amplia o poder do Cade sobre plataformas digitais, classificando grandes empresas como agentes de “relevância sistêmica” com risco de multas de até 20% do faturamento global.

  • O nível geral das tarifas de importação do Brasil: média de 12,5% para produtos industriais e 9% para itens agrícolas, consideradas elevadas para setores como automotivo, eletrônico e têxtil.

  • Divergências entre tarifas registradas na OMC e as efetivamente aplicadas, gerando incertezas para exportadores americanos.

O relatório também reitera reclamações recorrentes sobre demora na concessão de patentes, falhas na proteção à propriedade intelectual, tarifas sobre etanol importado, restrições sanitárias à carne suína americana e exigência de cotas para produções audiovisuais nacionais.

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