26 de outubro de 2020Informação, independência e credibilidade
Interior

Vereador diz que Arnaldo Higino mandou suspender duodécimo da Câmara de Campo Grande

Presidente da Câmara diz que prefeito afastado por corrupção insiste em práticas de improbidade administrativas

Afastado do cargo por corrupção, o prefeito de Campo Grande, município do agreste alagoano, continua ditando as regras na administração municipal como se nada tivesse acontecido.

Esta semana, ele determinou ao prefeito em exercício, Igor Higino, que é seu filho, que suspendesse  o repasse do duodécimo da Câmara de Vereadores, gerando mais uma crise entre o Legislativo e o Executivo.

Segundo o presidente da Câmara, vereador Anderson Vera Cruz, o prefeito em exercício, seguindo as orientações do pai, comete crime de improbidade ao se recusar a fazer o repasse do duodécimo. “A Câmara, em qualquer lugar do País, tem o duodécimo como verba de custeio amparada por lei e não pode ser afrontada desta forma por essa administração”, disse o vereador.

Anderson Vera Cruz, presidente da Câmara

Para o presidente da Câmara, o que está acontecendo é uma interferência indevida do prefeito afastado por corrupção dentro da Prefeitura, manipulando as ações para prejudicar o trabalho da Câmara.

A razão disso, disse Vera Cruz, é que nós tiramos a sede do Poder Legislativo de dentro de um biombo, e mudamos para um outro imóvel que reformamos para adequar as necessidades de funcionamento da Câmara. “Isso revoltou a família Higino que não aceita que nada seja feito na cidade sem que eles autorizem, como se todos fossem aqui manietados ou capachos das ordens deles”, destacou.

Vera Cruz disse ainda que a Câmara, em sua gestão, pediu ao Executivo um terreno para a construção de uma sede capaz de atender, em estrutura mínima, as necessidades do Legislativo, mas a administração da família Higino negou.

Nova sede da Câmara de Campo Grande

“Como fizemos a mudança de prédio, eles se revoltaram e alegaram que estamos com débitos no INSS e por isso iriam cortar o duodécimo. Nós não encontramos esses débitos com o nosso contador e mesmo que houvesse eles não poderiam ter cortado o duodécimo, pois se trata de uma medida arbitrária, completamente ilegal”, acrescentou o vereador.

Para ele, viver no caos e afrontando quem não reza na cartilha da atual gestão já é uma marca registrada da administração da família Higino Lessa, em Campo Grande.

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