
O clima de tensão entre Brasil e Estados Unidos subiu após a retirada a retirada do visto do assessor do Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, que planejava vir ao Brasil visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão sem avisar ao Itamaraty,
Os dois países seguem a negociar planos de cooperação no combate ao crime organizado. A mais recente proposta americana inclui reproduzir no país modelo semelhante ao adotado em El Salvador, com a transferência de presos de outros países capturados em território norte-americano
Segundo interlocutores do Itamaraty, a revogação do visto ocorreu porque Beattie teria prestado informações falsas ao solicitar a entrada no país. Ele afirmou que participaria de uma conferência sobre minerais críticos em São Paulo, sem mencionar a intenção de visitar Bolsonaro.
Ao se posicionar contra o encontro, o governo avaliou que a agenda poderia configurar “indevida ingerência” dos americanos em assuntos internos. Autoridades concluíram que Beattie cometeu “omissão e falseamento de informações” sobre a visita.
Em evento no Rio, Lula afirmou que decidiu barrar a visita enquanto não houver solução para o caso envolvendo vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de sua família.
— Eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado — disse.
No governo brasileiro, o caso envolvendo Beattie é tratado como caso isolado de “má-fé diplomática”, sem risco de comprometer novo encontro entre Lula e Trump, que deve ocorrer em abril ou maio.














