
O cronista Nelson Rodrigues dizia que o futebol não era um simples esporte, “mas uma verdadeira dramaturgia da alma brasileira”.
Hoje, talvez, não diria o mesmo, tal a melancolia do nosso futebol.
Lá, em junho de 2014, quando a Seleção Brasileira foi esmagada por 7 a 1, na Copa do Mundo dentro de casa numa semifinal contra a Alemanha, foi além de uma derrota escandalosa. Foi como se uma tragédia humanitária tivesse afetado os torcedores brasileiros.
A goleada aconteceu de forma humilhante. Mas, exatamente por que o time do Brasil era ruim. E ruim continua até então.
A seleção de hoje é peba. A Noruega provou isso muito bem, com um jogo sereno, sem violência e de muita paciência, contra uma seleção brasileira que, raramente, sabia o que fazer com a bola nos pés.
Faz tempo que o futebol da nossa seleção deixou de ser atraente. É confuso, insignificante e sem compromisso com a história da arte do futebol no País.
No fundo, o futebol de hoje é comércio. Para os corruptos da Fifa, para atletas, bets e empresários envolvidos nas tramas e traquinagens desse meio, onde o dinheiro rola e não é pouco.
A Noruega bailou em campo com um jogo manso, de toques envolventes e assim construiu o caminho na reta final do jogo. Mandou o Brasil para casa, após 2 gols de um centroavante que nem parecia estar em campo. Veio então a desclassificação sem alma, nem emoção.
Se um dia todos afirmavam que o Brasil era o País do futebol, hoje há que perceber que se tornou uma ilusão.














