27 de setembro de 2021Informação, independência e credibilidade
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A esperança é a última que morre. Mas, morre!

O momento é triste, em minha vida não lembro época tão desfavorável para ser trabalhador. A não ser nos anos 80, em que era ensurdecedor o tic-tic das maquininhas que remarcavam os preços nos supermercados. O pão do café da manhã não era comprado ao mesmo preço do pão comido no jantar.

Ter carro? Coisa de poucos. Lembro dos ônibus da viação Progresso com trabalhadores fazendo viagem pendurados na porta, correndo o risco de não chegarem ao trabalho, todas as manhãs.

Tempos duros, interrompidos pela gestão “comunista”, que pegou a economia cambaleando, porém estável, da gestão tucana. O Plano Real, que elegeu e reelegeu FHC, deu um pouco de previsibilidade às vidas dos brasileiros. As pessoas passaram a saber o quanto pagariam num bem ou produto nos dias seguintes, pois, a inflação estava em níveis civilizados. Era possível poupar para comprar ou adiar a compra sabendo que o preço estaria igual ou num patamar semelhante.

Na era PT, o pleno emprego. E tudo com direitos. Os empresários corriam na rua atrás de trabalhadores para assinar a carteira deles. As pessoas tinham um nível de renda melhor, o país crescia, as pessoas consumiam e eram mais felizes.

De repente, o Brasil caiu nas trevas. A direita arrombada, na pessoa de Aécio Neves, não aceitou a derrota e começou a sabotar o país. O resultado é que este câncer que está aí acabou por se tornar presidente.

Bolsonaro foi a tal “terceira via” que, num país recém-saído do pleno emprego, se elegeu com a conversa de que seria necessário optar entre empregos e direitos. A tal reforma trabalhista, do antecessor Temer, sequer segurou os impactos da pandemia.

O que vemos é o Brasil retrocedendo em tudo, até na distribuição de renda.

Não sei se, no atual cenário, as notícias que vêm do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) soam como esperançosas. Segundo o colunista da Veja Lauro Jardim, a Corte avaliou que há condições técnicas para a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão.

Entre as denúncias na mira do Tribunal estão uso fraudulento de nomes e CPFs de idosos, a fim de obter registros de chips de celular, para que disparos em massa de conteúdos favoráveis ao então candidato Jair Bolsonaro.

O jornalista apurou que a dificuldade de limpar o país estaria na falta de condições políticas para o avanço do julgamento sobre a dupla.

Ou seja, está tudo dominado nas casas legislativas, especialmente, na Câmara dos Deputados presidida por Artur Lira.

Enquanto faltar consciência social e os pobres continuarem sendo de direita, a família,  a moral e os bons costumes continuarão justificando todos os retrocessos que vivenciamos.