25 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Política

ALE debate porte de armas após tragédia em Suzano

Para o Cabo Bebeto, se a escola fosse militarizada ou tivesse uma guarda armada, a tragédia poderia ter sido evitada

Durante a sessão plenária desta quarta-feira, 13, os deputados manifestaram votos de pesar e lamentaram o ataque ocorrido numa escola estadual no município de Suzano-SP. Dois jovens de 17 e 25 anos invadiram a Escola Estadual Raul Brasil e atiraram contra alunos e funcionários da unidade de ensino, deixando um saldo de 10 mortos e nove pessoas feridas, na manhã desta quarta (13).

O primeiro a se posicionar sobre a tragédia foi o deputado Cabo Bebeto (PSL), que da tribuna da Casa lamentou o fato e voltou a defender a liberação do porte de armas para o cidadão. Na opinião do parlamentar, se a escola fosse militarizada ou tivesse uma guarda armada, a tragédia poderia ter sido evitada.

“Certamente esse fato vai trazer à tona a questão do porte e da posse de arma no Brasil. Mas a gente não pode culpar um instrumento de defesa por conta de um fato isolado”. Cabo Bebeto (PSL)

Ele ainda ressaltou a importância de as pessoas terem o direito de se defender e que o assunto em torno do porte, da fiscalização e o controle deve ser amplamente debatido.

Em aparte, os deputados Davi Maia (DEM), Marcelo Beltrão (MDB) e as deputadas Cibele Moura (PSDB) e Jó Pereira (MDB) também se manifestaram sobre o assunto.

Todos se solidarizaram com as famílias das vítimas, considerando o fato como uma tragédia que comoveu não apenas o Estado de São Paulo, mas todo o Brasil. Cibele e Maia também se posicionaram favoráveis a posse e porte de armas para a defesa do cidadão

“Não são as armas que matam, mas sim a pessoas”. Cibele Moura (PSDB)

“Quero me solidarizar com as famílias vítimas desse grande massacre, mas não podemos cair no discurso comum contra o armamento civil”. Davi Maia (DEM)

No sentindo contrário, Marcelo Beltrão e Jó Pereira são de opinião que o armamento não é solução para o combate a violência.

“Será que se houvesse segurança armada o número de vítimas não seria maior?”. Marcelo Beltrão (MDB)

“Fatos como esses provocam reflexões necessárias. Vivenciamos momentos de polarização e as soluções precisam vir através do diálogo”. Jó Pereira (MDB).

Esfera Nacional

Na esfera nacional, o tema também foi debatido. O Major Olímpio (PSL), por exemplo, chegou a sugerir que professores estejam armados.